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Ilustração editorial de Nossa Senhora Aparecida, com manto azul e coroa dourada, diante do mapa do Brasil em verde e azul.
Nossa Senhora da Conceição Aparecida Cor litúrgica: verde 4 min de leitura

Em Aparecida, Maria nos conduz à alegria de Jesus

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Leituras do dia

Primeira Leitura
Est 5, 1b-2; 7, 2b-3
Salmo Responsorial
Sl 44
Segunda Leitura
Ap 12, 1. 5. 13a. 15-16a
Evangelho
Jo 2, 1-11

Texto completo das leituras no site oficial da CNBB.

Maria está no casamento em Caná, cercada pelo movimento dos convidados e pela alegria dos noivos. Ela percebe que o vinho acabou e fala com Jesus. Depois, dirige-se aos que servem e lhes pede que façam o que ele disser. Ninguém precisa interromper a festa para ouvir um grande discurso. Há uma necessidade concreta, uma mãe atenta e serventes dispostos a confiar. Jesus transforma a água em vinho, e a celebração pode continuar com uma alegria que os convidados nem imaginavam receber.

Nesta manhã de feriado, talvez alguém esteja arrumando cadeiras para receber a família, escolhendo flores para levar à igreja ou procurando uma roupa especial para a celebração. São preparativos pequenos, mas dizem algo bonito: queremos abrir espaço para estar juntos e agradecer. Hoje, o Brasil celebra solenemente a Bem-Aventurada Virgem Maria da Conceição Aparecida, sua padroeira. Nossa alegria não se detém na imagem de Maria, tão querida em nossas casas e comunidades. Com ela, olhamos para Jesus, aquele que torna a festa de Caná sinal da abundância de Deus.

Maria não transforma a água em vinho. Sua presença é preciosa porque ela nos conduz a quem pode fazê-lo. Ao dizer aos serventes que escutem Jesus, oferece-lhes uma confiança simples e inteira. Eles enchem as talhas até a boca, levam ao mestre-sala o que ele pediu e se tornam testemunhas do sinal. O vinho melhor chega quando parecia não haver mais o que oferecer. Na solenidade de hoje, contemplar Maria é também deixar que sua voz nos aproxime do Filho. Ela conhece a alegria da festa e percebe sua fragilidade; não se afasta quando surge a falta, nem ocupa o lugar de Jesus.

A primeira leitura nos mostra Ester diante do rei. Ela poderia pedir algo para si, mas suplica pela própria vida e pela vida de seu povo. Sua coragem dá voz a muitos. Nessa mulher que se apresenta em favor dos seus, reconhecemos uma luz para contemplar o cuidado materno de Maria. Em Caná, ela fala de uma necessidade que os noivos talvez nem soubessem como apresentar. Na festa de Aparecida, nós também podemos chegar com a vida do nosso povo no coração: as alegrias das famílias, a fé perseverante das comunidades e as necessidades que ainda pedem atenção. Maria nos acompanha nessa oração e a orienta para Jesus.

O Apocalipse apresenta uma mulher envolvida de luz, enquanto a ameaça do dragão não consegue deter o cuidado de Deus. A imagem é grandiosa, bem diferente da cena doméstica de Caná, mas ambas sustentam nossa esperança. A mulher que a Igreja contempla também à luz do mistério de Maria nos recorda que a vida nascida da promessa de Deus não fica entregue à força do mal. Por isso, o louvor desta solenidade tem espaço para quem chega contente e para quem traz uma preocupação. Celebramos com os pés no chão, certos de que a presença de Cristo é maior que a falta percebida à mesa e que as ameaças encontradas pelo caminho.

É bonito que o primeiro sinal de Jesus, narrado no Evangelho de hoje, aconteça numa festa de casamento. Ele manifesta sua glória sem desprezar a alegria humana; oferece vinho em abundância e desperta a fé dos discípulos. O amor de Deus alcança pessoas reunidas para celebrar, serventes ocupados com seu trabalho e uma mãe que observa com atenção. Ao honrar Nossa Senhora Aparecida, damos graças por essa maneira tão próxima de Deus vir ao nosso encontro. A devoção a Maria floresce quando nos ajuda a reconhecer Jesus presente no meio de nós e a receber, com gratidão, o bem que vem dele.

Se você puder, reserve um instante diante de uma imagem de Nossa Senhora ou simplesmente faça silêncio onde estiver. Apresente a Jesus, com Maria, os nomes e as situações que hoje habitam seu coração. Depois, permaneça um pouco na alegria desta festa: o Senhor acolhe o que lhe trazemos e pode nos surpreender com sua generosidade. Que palavra de Jesus você deseja escutar com mais confiança nesta manhã?

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