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Ilustração em estilo gráfico: uma figueira com folhas largas, em tons de verde musgo e verde salvia.
27ª Semana do Tempo Comum Cor litúrgica: verde 2 min de leitura

O próximo se revela quando nos aproximamos

Ouvir a reflexão · 3 min

Leituras do dia

Primeira Leitura
Gl 1,6-12
Salmo Responsorial
Sl 110(111),1-2.7-8.9 e 10c (R. 5b)
Evangelho
Lc 10,25-37

Texto completo das leituras no site oficial da CNBB.

O mestre da Lei se levanta diante de Jesus e pergunta o que deve fazer para receber a vida eterna. Ele conhece o mandamento de amar a Deus e ao próximo. Ainda assim, quer saber quem, exatamente, pode ser chamado de próximo. Jesus responde contando a história de um homem ferido à beira do caminho e de um samaritano que interrompe a própria viagem para cuidar dele.

Na saída para o trabalho, também temos um caminho traçado: o horário do ônibus, as tarefas à espera, uma mensagem que precisa de resposta. Nesse percurso, pode surgir alguém que peça mais do que os minutos que havíamos reservado: um colega confuso com uma tarefa, uma pessoa precisando de orientação, alguém em casa que tenta dizer, antes de sairmos, que não está bem. Nem sempre saberemos o que fazer. Mas podemos começar sem desviar o olhar.

A pergunta do mestre da Lei procura estabelecer até onde vai sua obrigação. Jesus a conduz para outro lugar: quem se fez próximo do homem ferido? O samaritano não conhecia sua história, nem esperou ter todas as respostas. Viu, aproximou-se e fez o que estava ao seu alcance. Sua misericórdia não foi apenas um sentimento; tomou tempo, exigiu cuidado e continuou no dia seguinte, quando confiou o homem à hospedaria. Ser próximo, nessa parábola, não depende de encontrar alguém que se encaixe numa definição. Começa quando permitimos que a necessidade de uma pessoa tenha lugar em nosso caminho.

São Paulo recorda aos gálatas que o Evangelho não deve ser mudado para agradar às pessoas. Isso também ilumina nossa manhã: seria mais cômodo acolher apenas o amor que não altera nossos planos. Jesus, porém, nos mostra um amor que se torna verdadeiro em gestos concretos. Não precisamos resolver sozinhos toda dor que encontramos, nem prometer o que não podemos cumprir. Podemos oferecer atenção, uma ajuda possível, a disposição de acompanhar alguém até que encontre o cuidado de que precisa.

Antes de começar as tarefas, vale levar à oração uma pergunta simples: Senhor, se hoje alguém precisar de mim no caminho, ajuda-me a reconhecer essa pessoa e a dar o passo que estiver ao meu alcance?

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