Pular para o conteúdo
Ilustração em estilo gráfico: uma oliveira madura com tronco retorcido, em tons de verde musgo e verde salvia.
15ª Semana do Tempo Comum Cor litúrgica: verde 3 min de leitura

A firmeza que nasce da confiança em Deus

Ouvir a reflexão · 4 min

Leituras do dia

Primeira Leitura
Is 7,1-9
Salmo Responsorial
Sl 47(48),2-3a.3b-4.5-6.7-8 (R. 9d)
Evangelho
Mt 11,20-2

Texto completo das leituras no site oficial da CNBB.

Há dias em que uma mensagem recebida no celular, uma notícia sobre a família ou uma preocupação no trabalho parece tirar o chão. A mente começa a imaginar cenários difíceis, o coração se agita e a vontade é resolver tudo imediatamente. Nem sempre conseguimos. Há situações que ultrapassam nossas forças, e reconhecer isso não é fraqueza: é verdade.

Na liturgia de hoje, o rei Acaz recebe uma notícia ameaçadora e todo o povo treme como árvores sacudidas pelo vento. Deus, porém, envia Isaías com uma palavra simples e exigente: conservar a calma, não se deixar dominar pelo medo e confiar. No Evangelho, Jesus dirige palavras severas a cidades que testemunharam seus milagres, mas não mudaram de vida. As duas leituras nos conduzem a uma mesma verdade: só permanece firme quem confia em Deus de modo concreto, deixando-se transformar por Ele.

Confiar não significa fingir que não existe perigo, sofrimento ou problema. Acaz tinha motivos reais para se preocupar; as cidades censuradas por Jesus tinham recebido graças reais. A questão não estava apenas no que acontecia ao redor delas, mas na resposta que davam à presença de Deus. O medo pode nos fechar em nós mesmos, e a familiaridade com as coisas sagradas pode nos tornar distraídos. Podemos rezar, participar da Missa, conhecer palavras do Evangelho e, ainda assim, resistir à mudança que o Senhor nos pede.

A confiança cristã é diferente de um otimismo vazio. Ela nasce da certeza de que Deus é maior do que aquilo que nos ameaça e mais paciente do que nossas demoras. Mas essa certeza pede uma decisão: parar de alimentar o pânico, abandonar um pecado que já justificamos demais, reparar uma relação ferida, retomar uma oração esquecida, agir com honestidade onde seria mais fácil ceder. Converter-se é permitir que a confiança desça da cabeça ao coração e chegue às escolhas do dia.

Jesus não censura aquelas cidades porque lhes faltaram sinais; censura-as porque lhes faltou resposta. Também nós recebemos muitos sinais discretos da bondade de Deus: uma porta que se abre, alguém que nos sustenta, o perdão recebido, a Palavra que nos incomoda na hora certa. Quando acolhemos esses dons com gratidão, nosso coração deixa de ser terreno endurecido e volta a aprender a obedecer.

Talvez hoje não possamos resolver tudo o que nos preocupa. Mas podemos dar um passo verdadeiro diante de Deus. Qual medo precisa ser entregue ao Senhor, e qual mudança concreta Ele está esperando de você?

Compartilhe esta leitura

Se esta leitura te fez bem, acompanhe as proximas no canal oficial.

Entrar no canal do WhatsApp

Privacidade e medição

Podemos usar cookies de medição para entender quais páginas ajudam mais os leitores. Você pode aceitar ou recusar sem impacto no conteúdo. Saiba mais na Política de Privacidade .